sexta-feira, julho 28, 2006

Pelos Ares




Não lhe peço nada
mas se acaso você perguntar
por você não há o que eu não faça

Guardo inteira em mim
a casa que mandei
um dia
pelos ares
e a reconstruo em todos os detalhes
intactos e implacáveis

Eis aqui
bicicleta, planta, céu,
estante cama e eu
logo estará
tudo no seu lugar

Eis aqui
chocolate, gato, chão,
espelho, luz, calção
no seu lugar
pra ver você chegar

Adriana Calcanhoto ("Cantada")

terça-feira, julho 25, 2006

"Do mar p´ra lá das serras" (22 Julho 06)

Romaria à Sra. da Saúde (Vale de Cambra)



sexta-feira, julho 21, 2006

“DO MAR ATÉ P’RA LÁ DAS SERRAS”


"O saldo positivo da primeira edição não deixou margens para dúvidas à Câmara Municipal de Vale de Cambra que, nos dias 22 e 23 de Julho, leva mais uma vez a cabo o evento “Nª Sra. da Saúde do mar até p’ra lá das serras” no parque da Nossa Senhora da Saúde, em Vale de Cambra.

Tendo como principal objectivo recriar o ambiente de outros tempos em que as pessoas se deslocavam ao alto da serra, rezavam as suas orações e cumpriam promessas, a iniciativa pretende ainda recriar os momentos de convívio e festa com o II Encontro Etnográfico e Folclórico “Romaria de outros tempos”.

A Nossa Srª. da Saúde da Serra, no litoral e interior, é valor de fé para a Deus chegar e nos conceder protecção e graças nas vidas diárias de cada um. Uma fé partilhada por toda esta vasta região.

Cada devoto, cada romeiro tem o seu bocadinho de quota-parte na espiritualidade deste lugar de adoração. Com promessas cumpridas ou agradecimentos à Nossa Sra. da Saúde ano após ano, geração após geração. A componente mais importante é a oração que, no silêncio do Santuário, se fará com as intenções pessoais a Nossa Senhora.
Depois do dever realizado, realizar-se-á o arraial que serve de satisfação antes do regresso a casa."

O programa está previsto da seguinte forma:
Abertura às 15h (Sábado, dia 22 de Julho)
Eucaristia e procissão às 10h30 (Domingo, dia 23 de Julho)
Termina às 22h de Domingo.

quarta-feira, julho 12, 2006

Come Closer....

Come on closer
I wanna show you
What i'd like to do

You sit back now
Just relax now
I'll take care of you

Hot temptations, sweet sensations
Infiltrating through
Sweet sensations, hot temptations
Coming over you

Gonna take it slow babe
Do it my way
Keep your eyes on me
Your reacton, to my action is what i want to see

Rythmic motion, raw emotion
Infiltrating through
Sweet sensations, hot temptations
Coming over you

And now your satisfied
A twinkle in your eye
Go to sleep for ten
Anticipating, I will be waiting for you to wake again

Hot temptations, sweet sensations
Infiltrating through
Sweet sensations, hot temptations
Coming over you

Hot temptations, sweet sensations
Infiltrating through
Sweet sensations, hot temptations
Coming over you

Hot temptations, sweet sensations
Infiltrating through
Sweet sensations, hot temptations
Coming over you

A letra já é fantástica...imaginem a música associada!! Ouçam-na ou vejam-na nas primeiras imagens do filme Closer....Simplesmente...divinal!!!

segunda-feira, julho 10, 2006

Este fim de semana vi um filme...





Este fim de semana vi um filme....e que filme!!

São as vantagens de se chegar cedo a casa num sábado à noite...ligamos a tv, num qualquer canal da tv cabo, e acabamos por ter a agradável surpresa de estar a começar um dos filmes que há muito tempo queres ver: CLOSER (Perto demais).

Este é daqueles filmes que entraram directamente para o meu top de eleitos!! É simplesmente fantástico!!!!!!! Recomendo vivamente, porque é simplesmente divinal!!

Não resisti a transcrever a crítica que saiu no Público e que mostra muito do que é o filme...mas não diz tudo!

"Jogo de massacre. Mike Nichols, realizador, joga Julia Roberts, Jude Law, Natalie Portman e Clive Owen uns contra os outros, com um niilismo sem remissão. "Perto de Mais", conto moral.

A história começa com a formação de um casal (Jude Law e Natalie Portman) a que se acrescenta uma segunda mulher - Julia Roberts - e um segundo homem - Clive Owen -, cujas relações cruzadas vão constituir o cerne da narrativa: a personagem de Roberts conhece a de Law num estúdio fotográfico e, mais tarde, a de Clive Owen por via de uma brincadeira de Law, na net, que se fez passar por ela.

Primeiro que tudo, "Perto de Mais" está extraordinariamente bem escrito e planificado, baseando-se numa estrutura circular que parece criar toda a narrativa em "flash-back" que por sua vez incorpora outros "flash-backs". Tudo começa e acaba com a câmara lenta que desconstrói o movimento do andar e do olhar da personagem de Law, no seu encontro inicial com Portman (movimento a que se regressa no final, com personagem não identificada), num jogo do amor e do acaso, encenado no domínio do aleatório.

Depois, o filme articula-se de forma subliminar com outros textos que o suportam: a fotografia como cristalização dos rostos e sentimentos: Roberts é fotógrafa, entra no jogo porque tira uma fotografia a Law, expondo e expondo-se na aproximação cada vez maior ("closer"), que é o programa do filme - algo desvirtuado na tradução portuguesa.

Mais importante, porém, se torna a presença subliminar de "Cosí Fan Tutte", de Mozart, que pontua o filme, em especial duas das sequências fundamentais: quando Roberts fotografa Law, ouve-se uma gravação do trio "Soave Sia il Vento" - Dorabella e Fiordiligi, na companhia do cínico Don Alfonso, dizem adeus aos respectivos namorados que, supostamente, vão para a guerra, regressando disfarçados de turcos e trocando entre si as amadas.

Em "Perto de Mais" estamos, também, perante um trio que se esboça apenas, com a chegada inopinada de Natalie Portman e a primeira hipótese de cena de amores partilhados. Mais tarde, já um casal, Roberts e Law encontram-se em Covent Garden para ouvir a mesma ópera, mas ela chega atrasada e os jogos de sedução decorrem no bar e no foyer. Entretanto forma-se um outro casal (a deslumbrante Roberts e um extraordinário Clive Owen, perverso e manipulador) depois do já citado encontro num "chat", em que Law se fez passar por Roberts. A atracção homossexual parece ficar por aqui, pela sugestão, mas o quarteto evolui para um "jeu de massacre", em que os dois casais se trocam e recompõem, como se Mozart pudesse cruzar-se com "Quem Tem Medo de Virginia Woolf", com uma violência verbal e, até, física, que se não compadece com as subtilezas do cinismo mozartiano: da fórmula "assim fazem todas", a dar conta de uma misoginia militante, passamos a um "assim fazem todos" ("Cosí Fan Tutti" poderia ser o título alternativo), marca de uma misantropia contemporânea, em que o amor funcionasse como perda e como permanente ferida aberta.

uns contra os outros. Ao "marivaudage" elegante da ópera, contrapõe Nichols um jogo de traições e de mentiras que tem dois pontos culminantes: a sequência do clube, em que Portman faz "strip-tease" para Owen, e o afrontamento entre Owen e Law (ainda e sempre "starlet" sem grande consistência), relação verbal sadomasoquista entre ambos, por via interposta das mulheres que amam ou amaram. A câmara acaba por concentrar-se, de forma implacável, nos rostos e nos corpos dilacerados pelo desejo e pela incompreensão das regras do jogo.

A linguagem é crua, a impossibilidade do amor e da fidelidade é exposta. Os dois homens tentam destruir-se e as duas mulheres submetem-se, de modos diferentes: Roberts regressa ao marido que abandonara por Law, na cena em que a casa aparece como cenário de teatro, com as traves de madeira do "mezzanine" a serem devassadas pelo olhar da câmara. Law regressa a Portman que parece aceitá-lo de volta, para a perder sem qualquer razão, que não a desilusão amorosa universal. Toda a estilização sofisticada, que os modelos mozartianos haviam deixado na ficção, se esboroa numa angústia intensa que domina as personagens.

Na retina ficam grandes imagens, com os actores, como em "Quem tem Medo de Virginia Woolf", a dominarem a acção. Roberts confirma o seu estatuto de (quase) única estrela contemporânea: o seu rosto queima o ecrã e a sua fotogenia magoada apossa-se da personagem que é e não ela. O seu olhar na cena da separação contém lágrimas falsas, que confirmam toda a tristeza do mundo. O seu sorriso torna-se enigmático e mítico, sem chegar a iluminar a negrura. Jude Law possui a fragilidade que o papel exige, sempre à beira de quebrar, com esgar permanente no rosto. Credível como personagem, parece, no entanto, estar sempre a representar, como convinha a uma narrativa com os cordelinhos de fora, manequim de uma história de semi-fantasmas. Pela sua pusilanimidade passa a não-comunicação do conto moral. A química com Roberts opera-se na primeira cena e vai-se desfazendo na trágica impossibilidade da economia dos sentimentos.

A Natalie Portman (Globo de Ouro para actriz secundária) cabe a personagem menos complexa, "stripper" sem horizontes, americana exilada em Londres, sempre peixe fora-de-água: quando se reveste da cabeleira loura, para assumir, pela primeira vez, o seu nome verdadeiro ganha finalmente cariz sexual, que até aí lhe fora negado, mas é personagem "out of character", travesti de si própria, sem chama nem alma. Das quatro figuras do quarteto, é a "outsider", a que não pode aspirar a um estatuto de maléficos contornos. Não sabe jogar o jogo; limita-se a ser jogada.

Já Clive Owen (Globo de Ouro para actor secundário) ultrapassa os limites da personagem: primeiro vítima de embuste sexual, acaba por ganhar carnalidade absoluta, dominando as peças do jogo, que parecem escapar-lhe. É ele o "meneur de jeu" (pela sua personagem lembramo-nos do "mozartiano "La Ronde" de Max Ophüls), o "macho" traído e o vingador, triunfando da mais feminina de todas as figuras, a de Jude Law. Pela sua pose de actor britânico "de qualidade" passa o brilho das estrelas, másculo como o Marlon Brando dos tempos áureos, frio como Donald Sutherland, melífluo como Richard Burton.

Mas os actores apenas existem em função de uma "mise-en-scène" extremada, em que cada um cumpre as marcações que lhe cabem. E, neste contexto, a maestria de Nichols consiste em saber jogá-los uns contra os outros, em estratégia calculada de trucidar as personagens, num niilismo sem remissão.

O vazio domina, assim, toda e qualquer hipótese de relação amorosa. Como solução, permanece a câmara lenta, suspensão dos corpos, dos olhares e das pulsões sexuais. A comédia de pares dá, então, lugar a um negro vácuo, em que as relações são impossíveis e a sedução se reduz ao nada, a uma esquemática apresentação de corpos exangues. O teatro acabou."

18-1-2005
Por: Mário Jorge Torres (PÚBLICO)
Perto Demais
Quarteto de massacre

quinta-feira, julho 06, 2006

Perdemos...

quarta-feira, julho 05, 2006

Tudo o que preciso...a vitória de Portugal!!


All I Need

Hoje, Portugal estará parado em frente à TV, a partir das 20h00, para assistir ao jogo da meia-final Portugal-França, no estádio de Munique (Alemanha).

Está dependente desta vitória a passagem de Portugal à final, com a Itália, já no próximo domingo!!

A história está contra nós, pois temos saído sempre vencidos pela selecção gaulesa...

Vamos torcer para que os deuses estejam hoje do nosso lado!! Vamos apoiar Portugal, e gritar:

Força Portugal!!!! Só falta marcar Portugal!!!

All I need is a little time
To get behind this sun and cast my weight
All I need is peace of mind
Then I can celebrate

All in all there's something to give
All in all there's something to do
All in all there's something to live
With you...

All i need's a little sign
To get behind this sun and cast this weight of mine
All i need's the place to find
And there i'll celebrate

All in all there's something to give
All in all there's something to do
All in all there's something to live
With you...

Air