segunda-feira, janeiro 30, 2006

Memórias de uma Gueixa


“O meu mundo é tão proibido quanto frágil; sem os seus mistérios, não sobrevive.”

Em 1997 o escritor Arthur Golden presenteou os seus leitores com a inebriante história de um mundo secreto na sua aclamada obra “Memórias de Uma Gueixa”.
O arrebatador épico romântico manteve-se dois anos na lista de best-sellers do New York Times, vendeu mais de quatro milhões de cópias em Inglês e foi traduzido em 32 línguas.
Agora o realizador já nomeado para os Óscares Rob Marshall e os produtores Lucy Fisher, Douglas Wick e Steven Spielberg, juntamente com um elenco elogiado internacionalmente e uma equipa de realização premiada trazem esta hipnotizante fábula para o grande écran.
Passada num mundo misterioso e exótico que hoje nos enfeitiça, a história começa nos anos que antecedem a II Guerra Mundial, quando uma criança japonesa é arrancada à sua miserável família para ir trabalhar como serva numa casa de gueixas.
Apesar de uma rival traiçoeira, que quase quebra o seu espírito, a criança desabrocha, transformando-se na lendária gueixa Sayuri.
Bela e muito dotada, Sayuri cativa os homens mais poderosos do seu tempo mas é assombrada pelo seu amor secreto por um homem fora do seu alcance...



Um filme de Rob Marshall ("Chicago") com interpretações de Ziyi Zhang ("Crouching Tiger, Hidden Dragon"; "House of Flying Daggers"), Michelle Yeoh ("Crouching Tiger, Hidden Dragon"; "Tomorrow Never Dies"), Gong Li ("Temptress Moon"; "Farewell My Concubine") e Ken Watanabe ("The Last Samurai").

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Mozart nasceu há 250 anos


"Nasceu há 250 anos, no arcebispado de Salzburgo, com o nome Johannes Chrisostumus Wolfgang Theofilus Mozart. Era Mozart, Wolfgang Amadeus Mozart, quando morreu 35 anos mais tarde, em Viena. Foi menino prodígio, exibido nos principais centros musicais da Europa, compositor precoce e um dos mais produtivos em toda a música ocidental. A tradição define-o como o expoente do rococó. Encerra-o no conservadorismo, por oposição a Joseph Haydn ou Beethoven, e atribui-lhe a reputação da leveza e da graciosidade. A perfeição das suas obras está na base do adjectivo que quase se estabeleceu como sinónimo do seu nome, génio. Mas dizer génio, é dizer pouco. Mozart é o dom da humanidade, a consubstanciação de tudo o que ela tem de trágico e cómico, o milagre terreno da criação.

Tome-se a Sinfonia nº 40 como ponto de partida. Das três últimas, é a única em tonalidade menor, o que lhe atribui uma certa sensação de tragédia, de sofrimento e de reacção a esse sofrimento, logo patente no início. Esta é uma das mais conhecidas obras do compositor, uma das mais tocadas em salas de concerto, das mais citadas em colectâneas, talvez a mais usada em publicidade. A Sinfonia, no entanto, em nenhum momento se reduz ao lugar-comum. Seja no confronto temático que marca a exposição do primeiro andamento, seja no desenvolvimento ou na reexposição dos temas iniciais, seja no alongamento da ponte que antecede a coda, seja no adágio ou no minuete, a estrutura clara, permite sempre a descoberta de elementos essenciais. Nota a nota, compasso a compasso, tudo se define – de um andamento passa-se a outro e é possível a identificação, mesmo a partilha, com o drama interno que aí se desenha.

De repente, no 4º andamento, Allegro assai, algo absolutamente inesperado e deslumbrante acontece. A obra obedece aos mais exigentes padrões formais do classicismo, sendo facilmente reconhecível a forma sonata: apresentação do tema inicial em duas partes, uma repetição; apresentação do segundo, que ao primeiro se opõe, seguido de uma espécie de síntese que marca o final desta primeira secção do andamento e lança a «ponte» para o desenvolvimento – de algum modo, a «substância» da obra –, antes da reexposição final dos temas iniciais. É no termo desta «ponte», no momento em que se pressente o início do desenvolvimento, que o milagre acontece. De repente, Mozart parece abandonar toda a expressão como até então era concebida: a orquestra toca em uníssono as mesmas notas, durante oito compassos – oito marcações –, e só depois regressa ao quadro esperado.
Estes oito compassos têm uma dimensão dramática poderosa. Por um lado, sublinham o final de um ciclo, reforçam o começo de outro mas, acima de tudo, subvertem as estritas regras da forma clássica. Aparecem como se Mozart abrisse a porta e antevisse um outro mundo, pressentisse uma outra concepção da música, explorada muito mais tarde. E desaparecem, por terem esgotado a sua função. Mozart não precisava de atravessar a fronteira.

Os compassos que precedem o desenvolvimento do último andamento da 40ª Sinfonia podem ser únicos e parecer inexplicáveis no contexto da época. Mas fazem todo o sentido à luz do compositor. Mozart impõe algo da mesma perplexidade nos primeiros compassos do Quarteto As Dissonâncias, no seu andamento lento e na hesitação do Adágio do Concerto para piano em Lá maior. Exige o encontro com a reflexão inquieta inerente à Fantasia K.475 e à Sonata K.457, para pianoforte. Determina o carácter experimental do Quinteto K.452, pelos instrumentos aí reunidos (madeiras, metais, piano), e não hesita perante as possibilidades programáticas abertas pela obra vocal sacra. O aparente equívoco estilístico que sustenta Don Giovanni, a densidade humana que emerge do humor das Bodas de Fígaro ou o encantamento vital, profundo, que sustenta a Flauta Mágica. reflectem o mesmo carácter de Mozart. Ele é tudo o que a música tem de indissociável da vida. E é nessa relação intrínseca que se consubstancia a genialidade da obra.

Digressões
Mozart nasceu em Salzburgo a 27 de Janeiro de 1756. Era filho de Anna Maria Pertl e de Leopold Mozart, compositor e violinista do arcebispo da cidade-Estado. A formação familiar deu origem a dois prodígios: Nannerl, a filha mais velha, e Mozart, ele mesmo. Aos cinco anos, o menino compunha. E iniciava as digressões com a irmã e o pai pelas grandes salas e principais cortes da Europa.

Apresentou-se na Alemanha e na Áustria. Em Paris, visitou Versalhes, que celebrou as primeiras sinfonias do compositor; em Inglaterra, conheceu Johann Christian Bach, determinante na sua formação e na importância que a forma concerto viria a ter na sua obra. Aos dez anos, regressava a Salzburgo, onde viria a estrear a primeira ópera, La Finta Semplice, e a Missa K.66. A composição era agora o seu rumo.

A viagem a Itália, no final de 1768, viria a revelar-se determinante. Milão foi a primeira etapa. Aqui conhece os compositores que marcavam o período de transição, explorando novas formas para lá do Barroco. Giovanni Battista Sammartini e Niccolò Piccinni são as primeiras referências. Seguir-se-ia Roma, onde o papa Clemente XIV lhe atribuiria o título de Cavaleiro da Espora de Ouro. Maior distinção, o contacto com o Miserere de Gregorio Allegri, na Capela Sistina, obra que transcreve de memória, subvertendo a reserva do Vaticano e alimentando a lenda do seu próprio prodígio. A ópera napolitana e a reforma ensaiada por Niccolò Porpora também o marcam.

A actividade de Mozart centra-se cada vez mais na composição. Escreve as Sinfonias K.95, 97 e 81, duas árias de concerto e um Kyrie a cinco vozes. Estreia, em Itália, quatro árias sobre textos de Metastásio, e a ópera Mitridate, Re di Ponto, no regresso por Milão, em 1770. O sucesso justifica nova encomenda, que dará origem a Lucio Silla, e Pádua receberá igualmente a oratória La Betulia Liberata.

Aos 16 anos, Mozart é nomeado primeiro violino da orquestra de Salzburgo. Mas o meio afigura-se demasiado pequeno e extremamente conservador para a sua capacidade criativa. As viagens tinham-no posto em contacto com expressões musicais que o fascinavam, e o estilo galante era já limitativo para quem se cruzara com compositores italianos e o impacte da Escola de Mannheim, para quem conhecia a obra de Joseph Haydn e tomara contacto com a escrita de J.W.Goethe. Mozart não esconde, por tudo isso, a vontade de encontrar um novo posto. A ópera La Finta Giardiniera obtém sucesso em Munique, em 1774, e o Concerto nº9 para pianoforte, Jeunehomme, constitui outro dos seus maiores truinfos, em 1776. No ano seguinte abandonará Salzburgo. O pai, Leopold, mantém-se na cidade Estado.

Apesar da recepção positiva na cidade da Baviera, será em Mannheim que Mozart se sentirá «em casa». Mannheim é então a cidade da música, por excelência, e a «linhagem» Stamitz oferece-lhe uma probabilidade de progressão à medida da sua curiosidade. Em 1778, encontra Aloysia Weber, por quem se apaixona, acabando por sucumbir, mais tarde, à irmã Constance.
A intervenção de Leopold Mozart leva-o de novo a Paris, para descobrir que o interesse de outrora se esfumara. O choque é terrível – a capital francesa, afinal, não revela o menor interesse pelo Concerto para flauta e harpa, nem pela Sinfonia nº 31, Paris, sequer pela celebérrima Marcha Turca. O desânimo aumenta com a morte da mãe, em Julho de 1778, facto que o leva de regresso à cidade natal. Em Salzburgo, Mozart obtém o posto de organista, compondo a série de Sonatas de Igreja, com cordas e baixo contínuo. Mas o tédio e o aborrecimento sobrevêm, cortados apenas por uma nova encomenda de Munique, a ópera Idomeneo. O sucesso estende-se a todo o império austríaco. E as portas de Viena abrem-se ao compositor. Mozart não hesita.

Fortuna e miséria em Viena
Corre o ano de 1781, Mozart tem 25 anos e, pela primeira vez, encontra-se numa cidade estranha, sem apoio do pai nem de um protector. Instala-se em casa dos Weber, compõe a ópera O Rapto do Serralho, a Sinfonia nº35, Haffner, e casa com Constance. Mozart vive os seus melhores dias. As encomendas multiplicam-se e a boa recepção das obras afigura-se irreversível. Nada falta ao jovem compositor de Salzburgo, tão pouco os eleogios do grande Joseph Haydn.

Datam deste período os impressionantes seis Quartetos de cordas dedicados a Haydn, a Missa em Dó menor, a Sinfonia nº 36, Linz, e os concertos para pianoforte nºs 14 a 18. É nesta altura que Mozart integra a franco-maçonaria e consolida a amizade com o fundador do moderno quarteto de cordas, Papá Haydn. Os Concertos para piano n°s 20 e 21 datam de 1785. No ano seguinte estrearia As Bodas de Fígaro, sobre libreto de Lorenzo Da Ponte, autor com quem viria a trabalhar em mais duas óperas: Don Giovanni, estreada em Praga em 1787, e Così fan Tutte, levada à cena em Viena em 1790. Desta fase datam ainda os Quintetos de cordas K. 515 e K. 516, apresentados pela primeira vez em 1787.

O triunfo e a fortuna, porém, revelam-se porém de curta duração. O primeiro sinal vem da fraca adesão do público vienense a Don Giovanni, apesar dos aplausos conquistados em Praga. Uma obra de compreensão difícil para a burguesia da cidade, afirmaria o imperador José II, mais tarde. Entretanto, a morte de Leopold Mozart e a doença de Constance afectam o compositor. Mozart conhece as primeiras dificuldades financeiras e a morte da filha, no ano de 1788, agravam a situação. O retrato interno de Mozart, nesta época, pode ser pressentido nas três últimas sinfonias, que se contam entre as mais belas produções da sua obra. É evidente a tristeza trágica da penúltima, cujo carácter quase atinge a força expansiva do Romantismo.

Em 1790, Viena recusa uma nova ópera, Così fan Tutte. Sucedem-se então a partida de Haydn para Londres e a morte do imperador José II, deixando Mozart sem qualquer possibilidade de protecção. Mas nunca deixa de compor. No derradeiro ano, conclui dois dos seus maiores dramas, La Clemenza di Tito e A Flauta Mágica, o determinante Concerto para clarinete, além do Requiem, que será concluído pelo aluno Franz Xaver Süssmayr.

Mozart vive sem dinheiro, extenuado de trabalho e de dor. Mas a criação impõe-se e o génio acentua cada vez mais a dualidade sempre presente na sua obra: a leveza, a graciosidade, a par do lugar mais negro da emoção, o lugar íntimo que se afigura eterno. «A música de Mozart nem sempre é sorridente», dizia Helena Sá e Costa, uma das grandes intérpretes do compositor. «Também há o sofrimento». A pianista, então no corpo docente do Conservatório de Música do Porto e professora convidada dos cursos de Verão do Mozarteum, em Salzburgo, falava assim, há cerca de 20 anos, aos alunos de uma «masterclass», alertando-os para as exigências impostas pela interpretação das obras do compositor. «Parece simples, mas é muito difícil, por causa dos sentimentos. O intérprete tem de compreender Mozart. Mozart tem a simplicidade suprema das coisas perfeitas, a simplicidade do essencial».
Mozart morreu a 05 de Dezembro de 1791 e foi enterrado na vala comum do cemitério de Viena, destinada aos indigentes."

"A simplicidade da perfeição", por Maria Augusta Gonçalves (Visao Online)

quarta-feira, janeiro 25, 2006


C'era una volta un ragazzo nato con una grave malattia...
una malattia di cui non si conosceva la cura...
Aveva 17 anni, ma poteva morire in qualsiasi momento... Visse sempre in casa
sua, con l'assistenza di sua madre... Stanco di stare in casa, decise di
uscire almeno una volta... Chiese il permesso a sua madre. Lei accettò.
Camminando nel suo quartiere vide diversi negozi Passando per un negozio di
musica,guardando dalla vetrina,notò la presenza di una tenera ragazza della
sua età. Fu amore a prima vista. Aprì la porta ed entrò guardando
nient'altro che la ragazza.
Avvicinandosi poco a poco, arrivò al bancone dove c'era la ragazza. Lei lo
guardò e gli disse sorridente: "Posso aiutarti?" Nel frattempo egli pensava
che era il sorriso più bello che avesse mai visto nella sua vita. Nello
Balbettando le disse: "Si, eeehhhmmm, uuuhhh...mi piacerebbe comprare un
CD".
Senza pensarci, prese il primo che vide e le diede i soldi. "Vuoi che te lo
impacchetti?" - Chiese la ragazza sorridendo di nuovo.
Egli rispose di si annuendo; lei andò nel magazzino, tornò con il pacchetto
e glielo consegnò. Lui lo prese ed uscì dal negozio. Tornò a casa e da quel
giorno in
poi andò al negozio ogni giorno per comprare un cd. Faceva fare il pacchetto
sempre alla ragazza e poi tornava a casa per riporlo nell'armadio. Egli era
molto
timido per invitarla ad uscire e nonostante provasse non ci riusciva. Sua
madre si interessò alla situazione e lo spronò a tentare, così egli il
giorno seguente si armò di coraggio e si diresse al negozio. Come tutti i
giorni comprò un altro cd e come sempre lei gli fece una confezione. Lui
prese il cd e, in un momento in cui la ragazza era distratta, posò
rapidamente un foglietto con il suo numero di telefono sul bancone;
dopodichè uscì di corsa dal negozio. Driiiiin!!! Sua madre rispose al
telefono: "Pronto?", era la ragazza che chiedeva di suo figlio; la madre
afflitta cominciò a piangere mentre diceva: "Non lo sai?...è morto ieri". Ci
fu un silenzio
prolungato interrotto dai lamenti della madre. Più tardi la madre entrò
nella stanza del figlio per ricordarlo. Decise di iniziare dal guaradare tra
la sua roba. Aprì l'armadio.
Con sorpresa si trovò di fronte ad una montagna di cd impacchettati. Non ce
ne era nemmeno uno aperto. Le procurò una curiosità vederne tanti che non
resistette:ne prese uno e si sedette sul letto per guardarlo; facendo ciò,
un biglietto uscì dal pacchettino di plastica.. La madre lo raccolse per
leggerlo, diceva:
"Ciao!!!Sei bellissimo! Ti andrebbe di uscire con me?? TVB... Sofia." La
madre emozionata ne aprì altri e trovò altri bigliettini: tutti dicevano la
stessa cosa.
Morale:Questa è la vita, non aspettare troppo per dire a qualcuno di
speciale quello che senti. Dillo oggi stesso. Domani potrebbe essere troppo
tardi. Questo
messaggio è stato scritto per far riflettere la gente e così, poco a poco,
cambiare il mondo. Se credi che sia importante che il mondo cambi, manda
questa email a tutte la persone a cui vuoi bene e che stimi!!!!

segunda-feira, janeiro 23, 2006

...e temos um novo Presidente República: Prof. Aníbal Cavaco Silva




"O pano do pequeno auditório do Centro Cultural de Belém abriu-se às 22.36 horas. No palco, um púlpito, 10 bandeiras de Portugal ordenadas em fila e um fundo azul-céu compunham o cenário. Fez-se silêncio entre os presentes - que eram, na maior parte, jornalistas, mas também a família Cavaco Silva e vários convidados. Entraram, primeiro, o mandatário nacional, João Lobo Antunes, a mandatária para a juventude, Kátia Guerreiro e o director de campanha, Alexandre Relvas. Segundos depois, em passo lento e seguro, entraram Maria e Aníbal Cavaco Silva. O casal caminhou junto até se separar perto do púlpito reservado para a declaração de vitória do presidente da República eleito. "A minha primeira palavra é de saudação. Quero saudar todos os portugueses pelo elevado sentido cívico que mais uma vez demonstraram neste acto eleitoral".

O candidato chegara ao CCB por volta das 22 horas, vindo de casa, onde só com a família assistira à noite eleitoral. No CCB, o acompanhamento dos resultados fora morno. À excitação inicial, consequência das primeiras projecções, seguiu-se um ambiente contido e um período de indefinição sobre se a vitória à primeira volta estaria garantida.

"Este combate termina hoje aqui", disse Cavaco. "A minha vitória não é a derrota de ninguém porque é apenas a escolha legítima, livre, dos portugueses para os próximos cinco anos". O candidato eleito dirigiu-se ao país dizendo "Portugueses". "A eleição presidencial termina aqui. Também neste exacto momento se dissolve a maioria que me elegeu. Quero ser, e serei, o presidente de todos os portugueses". Estava feita a superação da maioria que o elegeu, uma maioria de 50,6% arrancada à tangente.

O agradecimento aos dois partidos que o apoiaram foi a recompensa pelo papel apagado que foram obrigados a ter. "Não posso também esquecer, e quero sublinhar, o apoio que o PSD e o CDS-PP decidiram conceder-me, sempre compreendendo que a minha candidatura era pessoal e suprapartidária". Sentados nos primeiros lugares da plateia, Luís Marques Mendes e José Ribeiro e Castro receberam o cumprimento. Os adversários na corrida foram, pela primeira vez, referidos, cada um, pelos nomes. À omissão constante durante a campanha, seguiu-se ontem a saudação aos derrotados.

Em seguida, Cavaco Silva sublinhou que "não é pequena a tarefa" pela frente. "O trabalho será longo e exigente", disse, salientando o facto de com esta eleição se encerrar "um longo ciclo eleitoral". Seguidamente vieram alguns recados. O candidato eleito disse como irá exercer o mandato - "com uma fé inabalável na liberdade e na democracia" - e avisou que, para ele, "a democracia, muito par além da alternância no poder, é um código moral". E continuou "No centro das minhas atenções estarão sempre os que valem menos, aqueles cuja voz é menos ouvida" e "serei sempre exigente na observância da ideia de que em democracia o Estado não é um feudo dos que ganham. Tem que ser uma entidade ao serviço de todos, um agente activo na criação de condições de justiça social".

Isabel Teixeira da Mota(Jornal de Notícias)

Match Point


"O último filme de Woody Allen não tem Woody Allen como protagonista nem tem Nova Iorque como cenário. Chris é um jovem professor de ténis que sonha pertencer à alta sociedade britânica. Sonho esse que começa a tomar forma quando um dos seus alunos, Tom, o apresenta à família, aos pais e à irmã, que ficam fascinados com o seu gosto pela ópera e pelas artes. Mas Chris pode cair em tentação com a bela namorada também plebeia de Tom, uma americana aspirante a actriz que transpira sensualidade. Entre as duas mulheres, Chris terá de recorrer a medidas extremas para não perder tudo o que construiu."

Um filme de uma imensa qualidade, sobretudo na riqueza e profundidade dos diálogos e nas performances dos principais actores: Scarlett Johansson, Jonathan Rhys-Meyers, Emily Mortimer.

Scarlett Johansson conseguiu uma vez mais cimentar a minha opinião de que esta é uma das melhores actrizes do momento.

Aconselho vivamente este filme! Acreditem que não ficarão indiferentes.... Tem um final, no mínimo, surpreendente!!

quinta-feira, janeiro 12, 2006



"Construção / Deus lhe pague" by Chico Buarque

Simplesmente...fantástica!!!!

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão como um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado

Picture: Concave and Convex (M.C.Escher)