AINDA HÁ PRÍNCIPES

Ainda há Príncipes...
"Não vêm montados em cavalos brancos, a empunhar espadas e aprometer a morte dos dragões. Vêm por nós. Vêm para nós.Só precisamos de prestar atenção.
O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida.
Se ficou sem consorte no dia de S. Valentim não desespere.
Faça como uma amiga minha que quando sai do carro, retoca o baton e diz com uma convicção demolidora: «o meu Príncipe pode estar em qualquer lado!».
E pode mesmo. É uma questão de fé, arbitrária e aleatória, mas que acontece.
"Até porque nós, os extraordinários, somos poucos, mas andamos por aí."...Isto é o que diz um amigo meu que é mesmo extraordinário e já encontrou a pessoa certa, pelo menos por agora...
Foi ele que um dia me explicou o que era esse maravilhoso conceito da pessoa certa.
A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura paixão ou nos diz que nunca se sentiu assim.
Nem a que se muda para nossa casa ao fim de três semanas e planeia viagens idílicas ao outro lado do mundo.
A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco.
Tão simples quanto isto.
Às vezes demasiado simples para nos apercebermos...
Os Príncipes Encantados não têm pressa na conquista porque como já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo.
Levam-nos a comer um prego porque sabem que no futuro nos levarão
à Tour d'Argent;
Ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz e entram-nos no coração devagar,respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo apaga.
Podem parecer menos empenhados ou sinceros que os antecessores, mas o que chamamos hesitação ou timidez talvez seja uma forma de precaução para terem a certeza que não se vão enganar.
O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol durante a noite para não nos constiparmos e se levanta às três da manhã para nos fazer um chá quando nos dói a garganta.
Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções de amor.
É o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis.
Não é o que diz Amo-te,mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre.
Não é o que passa metade das férias connosco e a outra metade com os amigos; é o que passa,de vez em quando, férias com os amigos.
O Príncipe sabe o que quer,
Não é o melhor namorado; é o marido mais porreiro.
Não é o que olha para nós todos os dias, mas o que olha por nós todos os dias.
Que tem paciência para os meus, os teus, os nossos filhos e que ainda arranja lugar para os filhos dos outros.
Que partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhe são próximos.
Que quando está cansado fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso,
Não precisa de um carro bestial, basta-lhe uma música bestial para
ouvir no carro.
Gosta de ler e sai pouco à noite, porque prefere ficar em casa a namorar e a fazer zapping.
Cozinha o básico, mas faz os melhores ovos mexidos e vai à padaria num feriado.
O Príncipe é Príncipe porque governa um reino, Porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e faz-nos sentir importantes.
Claro que com tantos sapos,bem estidos e cheios de conversa, como é que não nos enganamos? É fácil.
Primeiro, é preciso aceitar que às vezes nos enganamos mesmo.
Depois é preciso acreditar que um dia vamos mesmo ter sorte.E como o melhor de viver é saber que um dia tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece.
Depois é deixa-lo ficar... e se for mesmo ele, fica."
Margarida Rebelo Pinto

1 Comments:
Claro que há príncipes. De que outra forma faria sentido existirem princesas como nós?!?...
Beijo =)
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